A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizam na manhã de hoje, 10, uma mega operação contra eventuais fraudes, peculato, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos envolvendo a realização do filme Dark Horse, que trata da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação está sendo realizada em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, onde cumpre-se 49 mandados de buscas e apreensões. Os dois principais alvos dessa operação é o deputado federal por São Paulo, Mário Frias, do PL, além da produtora do filme, Karina Gama. Na realidade, o enredo da realização desse filme daria um outro filme ou uma série para alguma plataforma de streaming.
Toda a operação para a realização dessa película está envolta em situações que requerem maiores esclarecimentos. Há alguns "hiatos" que até hoje não foram bem esclarecidos, como, por exemplo, os repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Hoje, por exemplo, como se os rolos anteriores ainda não fossem suficientes, estamos tratando agora de eventuais desvios de dinheiro público através de emendas parlamentares. Em tese, emendar que deveriam ter uma finalidade de conversão em serviços prestados à população podem ter sido desviadas para outras finalidades, num artifício que, aliás, está e tornando até recorrente. Infelizmente. O famigerado orçamento secreto, como já se previa, facilitou essas práticas ilícitas.
Hoje o dia será pequeno para as especulações em torno desta operação, sobretudo neste climão de instabilidade institucional em que o país está mergulhado. Há praticamente 20 dias das eleições de outubro, o que se discute é a repercussão de uma operação como esta no contexto do equilíbrio de forças que disputam, neste momento, as atenções do eleitorado. Tudo sugere que vamos ter uma eleição presidencial disputadíssima, voto a voto. O indivíduo não pode nem piscar. Vamos aguardar seus desdobramentos.





